Compasso a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da escrita.


Quando um homem interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens entre o quase tudo e o quase nada.


Então, da raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no silêncio dos sons da escrita.


Sons da Escrita – à volta de uma ideia de José-António Moreira

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Otília Martel

Leitura emotiva • Genérico