Notalaud!
 
Você está em Sydney, a cidade mais linda do mundo. E olhando aquele monumento de aço, a Harbour Bridge, vê ali, logo ao pé dela, em Milson’s Point, um parque de diversões. Com uma filha de 6 anos, o que você pensa? “Vamos lá, claro”. Fomos de trem, em 5 minutos estavamos lá. Dia nublado, mas com sol de quando, em quando, e garoa, idem. O Luna Park é um equívoco. Em todos os aspectos. As atrações são super mambembes, tudo meio velho, meio reformado. A bilheteria não faz a menor idéia de como funciona o parque, portanto, as chances de comprar bilhetes errados são de 100%. Claro que criança não está nem aí, e gosta de tudo. Mas o parque é aberto, ninguém paga para entrar, o que o torna uma central mundial de desocupados e sem grana. Fora o staff que vem todo da terra do Kerpal, e fala um inglês semelhante ao meu italiano. A coitada da menina da roda gigante, com aquela cara de quem nem sabia porque estava ali, só sabia dizer que com aquele tíquete roxo, a Helena era “not allowed” a entrar. Sem explicar porque, disse isso mais umas quinze vezes para diferentes grupos de pessoas com crianças, sempre com aquele sotaque paquistanês hilário. Lá do alto da roda gigante, faz-se belas fotos de Sydney. No mais, uma perda de tempo ímpar. Fomos ainda numa montanha-russa rústica, que inaugura uma nova modalidade de extreme sports. Medo, muito medo. O que ficou, foi a sensação de não estar em Sydney, mas sim Bogotá, ou quem sabe, um bairro classe média de Teerã. Tem algumas atrações infantilóides de shopping center, e show de aqualoucos pegando fogo. Uma tragédia. Eu tentei achar legal, mas a Claudia estava a ponto de chorar, não sei se de rir, ou de depressão. Desisti, O que importa é que foi rápido. O suficiente para a Helena querer voltar outro dia. Tudo bem, mas vai voltar sozinha, daqui a uns anos. Problema dela.
Tuesday, January 2, 2007