Quem me conhece sabe a fixação que eu tenho por esse lugar. Na minha opinião (e da Claudia também), a mais importante obra de arquitetura feita pelo homem moderno. Pirâmides não valem. Brasília também não, sai pra lá. Jørn Utzon é o nome do semi-deus que aos quase 30 anos entrou num concurso aberto para desenhar o Opera House Australiano. Seu desenho foi rejeitado imediatamente por 75% dos jurados. É aí que surge Eeron Saarinen, os outros 25%, para salvar a humanidade. Descontente com os caminhos que o consurso tomara, pescou no lixo um rabisco de um desconhecido arquiteto dinamarquês que, sem titubear, elegeu imediatamente como o vencedor. O resto é detalhe. Aliás um detalhe importante, é que o Opera House tem pequenas peças de cerâmica por todo o seu corpo, e não é liso, ao contrário do que se possa imaginar. Toda a história, porquês e quandos foi narrado por uma guia. Objetiva, apressada, quase ríspida. Mesmo assim, estar dentro de uma obra como essa, foi de tirar o fôlego.